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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Intrigas

Não podia aceitar... era um absurdo. Como assim, ela, depois de cinco anos, teve a coragem de falar tudo o que disse, na cara, sem vergonha, sem pensar em tudo que a outra tinha feito?

Desculpa... quer que e... segura? Tá...

Depois que a outra deu carona e, por meses, não cobrou nada. Tudo bem que era caminho, mas senta aqui, por favor... tudo bem... tinha que ficar esperando a menina se arrumar, tomar banho... e demorava! Uma vez, quando ela acordou atrasada, tá atrapalhando? esperou mais de meia hora na calçada de faixa amarela. E, obviamente, chegaram atrasadas no pode por aqui, senhora serviço. O chefe não quis nem saber: deu a advertência sem escutar explicação. Ela teve que trabalhar no final de semana e a bonitona, não.

Um mês depois chega a multa... não é pra sentir raiva??? Não, pode falar, não é???

Dá licença? Moço eu preciso passar.

Pode parecer assim, ouvindo, pouco. Mas para ela deu. Cobra. Ridícula. Vaca. Haja santa paciência! Ninguém merece. Depois tentou até proc...


Sé.

Fosse o namorado roubado, a conta atrasada, o empréstimo devido, o emprego cobiçado. Não sei. Quando porta se abriu, testemunha e vítima se foram pelo lado esquerdo do trem.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

São Paulo em Pauta

Após quatro anos vivendo fora da capital paulista, o retorno é inevitavelmente marcante. Embora eu tenha nascido em Presidente Prudente, morei em São Paulo por 16 anos. Era a minha cidade, a minha São Paulo.

Me mudei para Bauru (centro-oeste do estado, a 340 km daqui) para cursar Jornalismo na Unesp. Como para todo paulistano, meu início de vida interiorana foi traumático. Como poderia encarar com naturalidade uma rotina sem metrô, sem multidão, sem trânsito, sem cinza? Senti falta de tudo. Mas logo me adaptei: desci do salto e coloquei o pé na terra. Após a formatura, voltei para enfrentar a metrópole e o mercado de trabalho.

E assim, em quatro anos a minha formação acadêmica e caipira estava consolidada. E voltar para Sampa aguça meus sentidos. Vejo a cidade. Sou turista residente, com o olhar de uma jornalista que vê pautas em todo lugar. Caminho pelas ruas e registro as impressões de cada olhar preocupado ao topo do seu passo apressado. Sinto mais os problemas, reajo mais aos comportamentos e sobretudo analiso mais as qualidades dessa cidade cujas características tão marcantes extrapolam sua dimensão.

E por isso crio o blog São Paulo em Pauta. Aqui ficarão registrados os olhares, os sentimentos, as discussões e principalmente as matérias que surgirão nas andanças desse retorno. Um blog sobre São Paulo, sob o olhar de uma paulista de nascimento, paulistana de coração e caipira por formação.

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Nas redondezas, o grafite e stickers fazem a arte de rua. Detalhes que me inspiram.