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sábado, 25 de junho de 2011

Avaliação de Coxinhas: Caetano's Bar

Já faz um tempo que me propus a topar uma coxinha sempre que ela aparecesse na minha frente. Inspirada na Fer, que experimenta qualquer brownie que vê pelo caminho, resolvi me aventurar a avaliar todas as vezes que cruzar pelo meu caminho essas irresistíveis porções ou unidades. Seja no boteco chique, na padaria da esquina, na lanchonete à tarde: toda vez que o petisco aparecer pra mim, vou dizer um "sim" e avaliar, montando uma espécie de ranking das coxinhas paulistanas. Sem pretensões, apenas pessoal, visto que sabem como meu espírito se anima e explode em alegria ao comer delicinhas.

Os aspectos de avaliação das coxinhas são: textura (aqui, envolvendo desde a crocância da casquinha até a maciez da massa + recheio), massa (branquinha, que tem que ficar com aquela "pontinha" no ponto, com o perdão do trocadinho), recheio (não pode ser aqueles frangos-artificiais-vermelhos-tipo-recheio-de-pizza-ruim), sabor (no geral, a combinação das camadas) e temperatura (porque coxinha fria e requentada é decepcionante).


Para começar, a porção do Caetano's Bar, que fica na zona norte. Apesar do charme da decoração ambiente, sou daquelas que gosta mesmo é de sentar à beira da calçada, vendo o tempo passar.

A porção é farta - 15 unidades. Serve bem quatro pessoas, já que as coxinhas não são tão pequenas. Veio quentinha, gostosinha, mas escura - acho que tinha passado um pouco do ponto, por isso fez perder um pouco da crocância ideal e a casquinha acabou ficando um pouco dura.

Na primeira mordida, a surpresa: a massa, mais amarelinha, tem uma pitada de mandioca. Minha querida amiga Lyds, acreana, explicou que lá na terrinha são feitos quibe de arroz e quibe de macaxeira (tradução para paulistas: mandioca!). Fiquei morrendo de vontade de experimentar, porque a exemplo da coxinha do Caetano's, a massa com um gostinho de mandioca é uma surpresa bem boa! Combina perfeitamente bem com o recheio de peito de frango, que não tem o catupiry já tão comum nas coxinhas por aqui, mas é farto. Entretanto, o que tem de farto, tem de seco - típico dos congelados, por isso também perdeu pontos.

O preço é de justo para semi-caro: R$ 29,80. Acompanha bem uma cerveja, vale pra quem cansou de pedir as já batidas batatas fritas ou polenta. Mas ainda está longe da melhor coxinha da cidade.

Caetano's Bar - Av. Engenheiro Caetano Álvares, 5496
Aberto de segunda a domingo.

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Uma curiosidade: não tenho regra pra começar a comer coxinha.
Tem hora que vai pela bundinha, tem hora que vai pela pontinha.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Especial SP Restaurant Week: Chez Fabrice

Em francês, a expressão "chez moi" quer dizer "lá em casa". Logo, a proposta do Chez Fabrice, é fazer você se sentir na casa do Fabrice. E o espaço pequeno, aconchegante, com uma trilha sonora do país ao fundo, cumpre com maestria e elegância esta intenção - como se você estivesse no cantinho de um amigo, comendo uma refeição gostosa, feita para você.

Fofa também é essa casinha ao lado, avec un coeur! ;)

Dispensar o couvert em uma casa francesa é bem difícil - pães variados e patês remetem às irresistíveis boulangeries, um dos fortes da culinária do país e umas das minhas comidinhas preferidas. Pães de ervas dividem espaço com fatias de baguetes e bolinhos de manteiga, devidamente quentinhos.

E justamente por ser um restaurante pequeno, aconchegante, o atendimento é excelente - os garçons atentos trazem os pratos no momento ideal. De entrada, a salada do chef é temperada com azeite balsâmico na medida certa, pena que foram poucos os aspargos frescos.

O saint peter, peixe de água doce feito ao molho com tomates frescos é leve e uma boa pedida para um almoço na parte da manhã. Bom, sem grandes elogios, leve, feito com cuidado e apresentação muito bem feita.

De sobremesa, crepe suzette é quase unanimidade (pois as outras opções, ovos nevados e salada de frutas, são muito comuns para se comer em restaurante, seguindo a dica que eu dei no post anterior - rola a tela lá pra baixo!). Essa sim, uma sutileza cativante: calda com leve toque cítrico, sorvete na medida certa, a massa do crepe fininha como deve ser. O aroma é de derreter até os mais turrões que não são muito fãs de doces, e a primeira colherada faz o doce derreter na boca e fechar os olhos quase que instintivamente. Bem bom.


É uma pena que aos sábados acontece uma feira livre na rua do Chez Fabrice. Assim, o clima que era para pairar tranquilidade, é conturbado pelos gritos de promoções e a sujeira inevitável que fica na rua. Recomendo - num jantarzinho ou no almoço de domingo (a não ser que você trabalhe na região de Pinheiros e possa visitá-lo durante a semana).

Uma pena também os preços das bebidas. R$ 4,80 para o refrigerante eu acho um abuso. Também não tinha opções - refrigerante zero, apenas coca ou guaraná, nada de sprite ou qualquer outra coisa. Não pude avaliar os vinhos, mas os garçons e o próprio Fabrice são muito atenciosos para recomendar as melhores combinações. Podem contar com eles ;)

Chez Fabrice
Rua Mourato Coelho, 1140 - Pinheiros
Paladar: ****
Ambiente: ****
Preço: ***


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Bem que podia ter macarrons no cardápio do RW, né?
Desculpa a falta de qualidade das fotos. Esqueci minha câmera
e, pra piorar, formatei o notebook e estou sem o photoshop -
o que também explica a atualização tardia.
Prometo que a próxima resenha vai ser caprichada.

sábado, 26 de março de 2011

Especial SP Restaurant Week

Vocês já devem ter lido e já devem estar sabendo que até o dia 3 de abril cerca de 300 restaurantes de Sampa oferecem menu completo (entrada + prato principal + sobremesa) a simpáticos R$ 29,90 no almoço e R$ 39,90 no jantar.

Este ano, pela primeira vez o festival que acontece simultaneamente em algumas cidades do mundo foi estendido para todo o Estado, em 12 cidades. No site oficial, você consegue filtrar os resultados por cidade, especialidade e/ou bairro. Útil para a conveniência do seu paladar ou da logística do seu dia.

Para compensar a falta de posts ultimamente, começa aqui a série especial que vai até o final do evento com as resenhas dos restaurantes que vou aproveitar. Também assuntos relacionados à semana gastronômica, começando pelas minhas dicas para escolher um restaurante legal e aproveitar bem a mamata da SP Restaurant Week.



1. Sem Medo de Experimentar
Para mim, o mais legal de restaurantes é a experiência de comer aquela refeição bem feita. Por isso, aproveito pra comer fora o que não "posso" comer em casa - pratos não usuais, diferentes, elaborados, requintados, ou com até mesmo aqueles simples, mas com um detalhe que os tornam especiais, que pode ser desde o molho de tomates frescos e uma massa artesanal, diferentemente do Adria + Pomarola que estamos acostumados a fazer rapidinho em casa.

Há algumas opções que oferecem carne de pato, ratatouille, misturas de gengibre com frutas... enfim, sem medo de ser feliz, experimente.

2. Explore os Cardápios
De que adianta ir naquele restaurante bacana se o cardápio da promoção oferece salada de frutas de sobremesa? È um pouco do fator anterior - poxa, isso eu como em casa. Cadê o toque especial? Fuce no site, fuce os cardápios pra escolher um que vale a pena.

3. Fator Preço
Tem restaurante que está na lista dos participantes e possui preço médio de R$ 150. E você fará a refeição por módicos R$ 40... O preço de um rodízio de japonês convencional. (até por isso, acho que nem vale a pena ir a um japa)

Dispense o couvert para baratear e não ser supreendido por até R$ 15 a mais na conta. Sem contar que sua refeição já terá três partes, não tem motivo para atacar os pãezinhos e coisinhas irresistíveis.

4. Fator Paladar
Preste atenção pra escolher um restaurante que oferece pratos democráticos. Ao invés de você amaaaarrrr aquela lagosta suculenta, sua companhia pode ficar com cara de bunda a refeição inteira porque ela não come frutos do mar... E se não for a lagosta, a outra opção é peixe.

5. Reserve!
Isso é MUITO importante, principalmente aos finais de semana e no jantar todos os dias. Fila faz do filé mais suculento o mais indigesto. Além disso, você corre o risco de nem entrar.

Este ano estou com dois franceses (meus preferidos, em 2009 postei um comentário aqui sobre o excelente Ça Va) na lista. Mal vejo a hora! #gordinhasafada.


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Foi a um restaurante da semana e quer postar uma resenha?
Entre em contato. :D
Não que este especial vá mudar muito o tema do blog ultimamente...
Eu, Magali como sempre, fico muito feliz com estas oportunidades
bacaninhas de ir a restaurantes de bacana.
Um dia ainda escrevo um livro meio "SP por água na boca".
E ah, escrevi com muito sono. Perdoem-me os erros, se houver,
amanhã reviso #ipromise

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Catalunya é aqui!

Há cerca de uma semana, a cidade ganhou um novo bar: o Gràcia, que leva o nome do menor distrito de Barcelona, capital da Catalunha - que é a região localizada no sudeste da Espanha. Por mais que existam algumas casas espanholas em São Paulo, este é o primeiro bar que eu conheço que tem realmente o foco na diversidade dentro de uma subcultura do país. Subcultura não por ser menor, mas por estar englobada no macro espanhol mas, ao mesmo tempo, ser totalmente diferenciada e não fazer parte totalmente do país. Isso porque a Catalunha não é Espanha, é Catalunha - possui um governo independente e todo um estilo de vida próprio.



A maneira que o bar reflete a diversidade, o colorido e as formas da arquitetura de Gaudí, grande ícone de Barcelona, é muito interessante. Elementos na mobília trazem padrões inspiradores, do mesmo estilo daqueles encontrados também na Casa Battlò. Claro que bandeiras da região decoram várias paredes (a listrada vermelha e amarela, como no brasão do Barça, time europeu do coração!), assim como as ruas de Barça são coloridas pelo mesmo padrão. Mesmo tendo bem delineado a diferença, o bar respeita a tradição não separatista nestes símbolos, pois a flâmula que indica a rivalidade maior traz um triângulo azul, como esta aqui.

O cardápio é charmoso, escrito em catalão - porque na região predomina esta língua, que pode ser definida grosseiramente como uma mistura entre o espanhol e o francês, evidenciadas em palavras como bona nit – Boa noite / moltes gràcies - muito obrigado. Coisa louca, né?

Os preços são justos - os "tapas", petiscos e comidinhas em porções para beslicar, um retrato onipresente da cultura botequeira do país, variam de R$ 20 a R$ 30. Para beber, sangría (R$ 8). Se for um amante da cerveja, entretanto, não se empolgue - o lugar oferece apenas Itaipava (R$ 3,50 long neck). A falha grave do lugar ficou apenas para a trilha sonora, que se rende ao comercial pop de FM: música eletrônica arroz com feijão e poprock de todo dia. Sem gracinha pra tanta empolgação!

Inevitável não reviver na memória os momentos e impressões quando estive por lá, em setembro do ano passado. Não foi, sem dúvida, uma das minhas cidades preferidas que conheci na Europa. Mas o ambiente é tão bem construído que é capaz de trazer à tona as melhores sensações.


Há quem diga que é uma das cidades mais bonitas da Europa, mas particularmente, não achei. É suja, é poluída, tem muitos imigrantes marginalizados (já assistiram Biutiful? Essa é a visão que eu tenho de lá), muitos problemas estruturais. E, mesmo assim, antes da Olimpíada de 1992, a cidade tinha ainda mais problemas - pois foi conhecida como um dos principais projetos bem sucedidos de revitalização por meio do evento esportivo. Torcemos para que no Rio aconteça a mesma coisa.


Mas é de impressionar, principalmente o trabalho arquitetônico, cuja expressão máxima está na Sagrada Família - o que eu mais gostei de lá. Uma igreja grandiosa desenhada por Gaudí, cujo trabalho é tão complexo que ele enlouqueceu debruçado nas obras. De acordo com o projeto original, demoraria décadas ainda para ficar pronta. Uma obra-prima da arquitetura moderna, contempla 18 torres, sendo uma para cada um dos 12 apóstolos, 4 para os evangelistas, e as maiores, dedicadas a Jesus e à Virgem Maria. Destas, apenas seis estão semi prontas.

O interior traz vitrais e mosaicos, esculturas e chanfros inspirados em ícones cristãos que exploram as formas dos elementos da natureza. Mesmo com o barulho das obras constantes, a visita é imperdível.

Como um bar foi capaz de despertar tanta lembrança, tanta grandiosidade, em apenas sutilezas? Por isso vale a pena. Mesmo que você nunca tenha ido até lá. Mas chegue cedo - a fila na porta aumenta bastante, e o lugar fecha cedo - às 3h os garçons já arrumavam as mesas e pediam delicadamente para a gente se retirar.

Sem problemas. Tantos detalhes a olhar que não pude aproveitar tudo. Vou voltar - ao Gràcia e a Barça também, por que não?

Gràcia Bar

Rua Coropes 87 – Pinheiros
(11) 2306-5478



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Um fato inusitado: Um amigo que estava comigo pediu vodka no Gràcia,
mas serviram água. Tivemos que reclamar duas vezes para eles finalmente servirem a vodka.
Depois, o garçom veio se desculpar e explicar o mal entendido.
Tudo bem, sem problemas... Pois o atendimento foi bem bom.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Bom gosto Dogusto

À frente, a fachada de mais uma loja de moda de bairro, descolada como a vizinhança – o bairro de Pinheiros. Além das criações de bom-gosto e sensibilidade, aos fundos é que está o grande trunfo precioso do espaço: um restaurante italiano, o Dogusto.

Em primeiro lugar, a apresentação do ambiente – elementos vintage combinados com ares modernos. Tudo bem que o visual desta maneira está tão comum, mas ainda vale o agradar aos olhos. O que achei de mais diferente é que estamos acostumados a restaurantes com ambientes escuros, que aproveitam pouco a luz ambiente, e eu sempre acho que isso acaba favorecendo nosso apetite. No Dogusto, é diferente – bem claro, a luminosidade é muito bem utilizada. Achei muito legal, porque além de evitar o uso desnecessário de iluminação artificial (energia elétrica, zenti!), o jardim de inverno com o barulhinho de uma mini cascata artificial, que fica à vista, é excelente para relaxar.
Logo na sequência, dá para notar a boa impressão da decoração também na escolha das louças (de primeira) e na apresentação dos pratos (suculentos).




Vamos pro que interessa: comidinhas!!! Minha escolha foi uma lasanha vegetariana. O molho, de tomates frescos, estava com a acidez no ponto – só de lembrar, minha boca enche d’água. A massa estava um pouco mais molinha do jeito que eu gosto, mas deliciosa. E o recheio, farto. Pra completar, a sobremesa – brownie de chocolate com calda de chocolate, sorvete e morango. Acho injusto falar dela, porque não tem como eu avaliar um doce de maneira negativa, sempre vai ser bom! (fico devendo o nome do chef... assim que conseguir, publico aqui)



O espaço é novo, foi inaugurado há cerca de dois meses. E é completamente familiar – todo mundo “em casa”, a família que trabalha tanto na loja, como no restaurante. O proprietário, Douglas Harris, me contou que foi tudo montado em pouco mais de um ano e ele acompanhou cada detalhe das reformas. Isso fez com que tudo ficasse com a cara dele, exatamente do jeito que queria. Ele é o estilista das peças da loja – que, em uma rápida olhada, são muito bonitas também. Douglas também garantiu que, para 2011, há muitos planos de divulgar o espaço, inclusive há a intenção de participar da SP Restaurant Week com cardápio especial. Amey!!! Gordinha mode on!

Conheci o lugar por indicação da Flora, uma amiga que [ainda bem que] colocaram no meu caminho em Paris, que por algum erro de destino somos irmãs, mas caímos em famílias erradas. O reecontro ficou completo com a Bia, colega de profissão que virou amiga lá no outro continente mesmo com tantos amigos em comum!  Nós três concordamos  - uma delícia de lugar para sair de casalzinho também. Amei, meninas! Vocês são demais.



Dogusto // Douglas Harris Store
Rua Aspicuelta, 672 – Pinheiros
O site do local ainda não está pronto,
mas a página no Facebook é só clicar aqui.

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ANTES QUE VENHAM AS PEDRAS:
Não vou comentar agora a polêmica da resenha anterior.
Vou preparar uma postagem à altura da densidade do tema, bem elaborada.
Só para esclarecer: bloqueei comentários anônimos. Agora, quer comentar,
o mínimo a fazer, meu fã, é se identificar. E o debate pode continuar lá nos comentários.
E nos comentários daqui, também.
Para os desavisados - a faixa de preço do restaurante é média,
considerando os gastos de lugares do tipo em São Paulo. Eu gastei R$ 44.
(Já estou prevendo mais chibatadas, vem vem vem!)

domingo, 8 de agosto de 2010

E se você tivesse três dias para visitar São Paulo?

Estou me empenhando no planejamento de uma biiiiig trip [em breve, mais detalhes], de tal jeito que eu nunca fiz na minha vida. Este planejamento está tomando grande parte do meu tempo livre. Será um ritmo intenso e dias lotados em grandes cidades, onde vou ter muita coisa pra ver, sentir, experimentar, fotografar. Vou andar muito a pé e também abusar do transporte público. Sem essa de táxi.

Não contratei nenhum pacote, nenhuma agência de viagem, nadica. É tudo por minha conta. É minha viagem.  E será um tour por 38 dias em terras estrangeiras e, por tudo isso, rolou hoje um momento "aí vem o desespero" quando eu não estava conseguindo listar todas as coisas que eu preciso fazer em cada lugar. Então, pensei: e se eu tivesse apenas três ou quatro dias em São Paulo, sob as mesmas circunstâncias da viagem que estou planejando, o que eu visitaria???

Loucura - óbvio que não dá para conhecer São Paulo em tão pouco tempo. Foi quando transportei a programação em um exercício, aqui em Sampa... Aproveitar tempo e deslocamento, montar um roteiro para não perder tempo e para aproveitar cantinhos básicos das terras da maior cidade do País.

E resolvi usar blog para guiar os visitantes de primeira viagem em SP com esta programação. Pessoas que eventualmente estão passando um feriado aqui... ou um tempinho livre... Querem uma overdose cultural e histórica de uma "nativa"? Hehe, bora lá:

Dia 1 - Sábado 
Supondo que você chegou bem cedinho, ou na sexta à noite, ok? Aproveite o sabadão para ir ao centro da cidade, na região da Luz. Sábado é o dia, porque o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca do Estado são gratuitos neste dia da semana. A grana que você economizar, você vai usar depois: lembre-se que São Paulo é cara.



Em uma longa manhã (ou seja, chegando cedo e saindo bem tarde), dá para ir aos dois lugares. Não deixe de visitar a Estação da Luz, admirando a linda fachada que foi recentemente restaurada pelo projeto de revitalização do centro de São Paulo. Bonito.

Se estiver com disposição, caminhe pelo caos da rua 25 de março e compre as muambinhas pra parentada... Mas, se quiser um passeio mais humano e digno, vá direto pro Mercado Municipal de São Paulo, o Mercadão. Só o passeio aqui já vale a pena, mas não saia antes de comer o famoso sanduba de mortadela ou o pastel de bacalhau no original Hoccas Bar, a primeira barraca que ficou famosa por estes quitutes. Faz diferença - a mortadela é a Ceratti temperada e o bacalhau é o original português. Os preparos ainda são os mesmos que lhe trouxeram a fama, surrupiada por tantas outras barracas que dividem o espaço por ali. Só uma dica - nem pense em ficar estressado com a muvuca, de sábado é tudo cheio mesmo, ainda mais no espaço mezanino, reservado para os deliciosos comes.

Outra dica do Mercadão, antes de sair de lá com a pança cheia, é a barraca das gotas de chocolate. Eu não sei o nome, mas sempre vou quando estou ali - na entrada principal, vire à direita no primeiro corredor. É a primeira barraca depois da dos peixes. O vendedor vai te deixar provar todos os sabores antes de você decidir que vai levar todos eles alguns pra casa.

Dali, vá ao Mosteiro de São Bento, construção histórica onde o papa Bento XVI ficou hospedado quando veio ao Brasil. Não sei se hoje está aberto à visitação, mas me lembro de ter ido a uma exposição lá que já relatei em um post aqui.

Se ainda houver fôlego, caminhe pelo centro, onde ficam os famosos edifícios de Sampa - o Banespa, o prédio da Bovespa, o Centro Cultural Banco do Brasil. Dá para pegar uma exposição ou uma sessão de cine. Termine o dia no boteco Salve Jorge, da maneira bem paulistana - chopp, caipirinha e petiscos. [o boteco é dica minha, mas na região há várias opções]



Dia 2 - Domingo

Domingo é dia de Avenida Paulista. Vá de manhã, para pegar a feirinha do vão livre do Masp, que eu também já descrevi num post. Claro, visite o Masp!!! Vale a pena o acervo. Depois, passeie no Parque Trianon - recentemente revitalizado, também ganhou aquele trato de beleza e não é mais perigoso como era conhecido antes. São árvores centenárias no meio da selva de pedra.



Escolha algum restaurante da região para almoçar - não é difícil, pela Alameda Santos são muitos, com opções até de fast food para os viciados em comida ruim. Andar pela Paulista de domingo é charmoso, é uma delícia.... Vá pelo menos até a Augusta, onde você vai ver todo tipo de gente, de todo tipo de tribo. Já que você está mais ou menos no final da Paulista, dê uma paradinha na Livraria Cultura do Conjunto Nacional - um espaço bem bonito para descansar e tomar um café. Mais um lugarzinho pra comprar lembrancinhas pra parentada - quiosques de souvenirs ou até um livrinho. Aqui você corre até o risco de ver algum famoso passeando. E é importante ser no domingo porque, além da feirinha de antiguidades sobre a qual eu já falei, não tem aquele empurra-empurra de um monte de gente apressada indo e voltando do trabalho.

Dali, pegue um ônibus e passe o fim da tarde no parque do Ibirapuera. Antes de entrar no parque, tire a foto em frente ao famoso monumento "deixa que eu empurro", que na verdade é o Monumento às Bandeiras, que foi esculpido por Vitor Brecheret... E observe bem, veja que na verdade eles não estão empurrando nada, tá? As "cordas" que eles seguram na verdade estão frouxas... Hehehe... Importante: é proibido subir no monumento, tá? Sei que "todo mundo sobe", mas seja um turista legal.



No Parque do Ibirapuera, relaxe. Sente à beira do lago, não alimente os patos, divirta-se olhando os diferentes tipos de pessoas que caminham e correm com seus cachorros. Dá para alugar uma bike e dar umas voltinhas em meio ao verde.

Aproveite este dia para sair à noite - além de menos movimentado que o sábado, você vai acordar um pouco mais tarde no dia seguinte (você vai entender o por quê). Eu sugiro um cinema ou um teatro, típicos passeios paulistanos. E/ou a pizza: São Paulo é a cidade deste prato, e há quem diga que fazemos melhor que os próprios italianos.



Dia 3 - Segunda-feira
Último dia! Comece pela Catedral da Sé, no centrão. Mas não deixe pra ir cedo demais - a estação de metrô é uma das mais lotadas da cidade, aquela loucura que quem é de fora vê na TV. Pegue o metrô depois das 9h30 que é sucesso garantido.

Depois da Catedral, caminhe até o solar da Marquesa de Santos, construído a pedido de D. Pedro para sua famosa amante, onde ela passava os dias quando não estava no litoral. O solar oferece uma exposição permanente (que, se não me engano, é de graça também). De lá, pertinho é o Pátio do Colégio - onde a cidade foi fundada. No interior da construção histórica, há um restaurante agradável, bom para o almoço e recarregar as energias.

À tarde, de metrô até a estação República, para visitar o Edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer, é o maior condomínio de todo o País. São milhares de moradores em centenas de apartamentos, um cartão postal da cidade. No térreo, há uma galeria com lojinhas e cafés e (incrível!) uma das únicas barbearias que sobraram em Sampa. Sim, bar-bei-ros, que fazer a barba dos homens com navalha. Aquela coisa que você só viu seu vô fazendo um dia.



Ali na região, não se esqueça de visitar o Terraço Itália e o famoso cruzamento da Ipiranga com a Avenida São João, que inspirou Caetano na musiquinha da Terra da Garoa. Na esquina fica o Bar Brahma, uma boa opção de lugar paulistano, mas é fechado às segundas. Vai ficar para a próxima.

UFA! Só de pensar, já deu pra sentir a correria intensa que eu vou passar durante meus 40 dias de férias. E olha que eu podia elencar mais uns 15 pontos imperdíveis de São Paulo... Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. Pensando nisso, acho que me tranquilizo - precisaria de 10 dias, no mínimo, para ter uma noção minúscula do que é cada cidade. E se eu achasse um nativo que fizesse um roteirinho básico como eu fiz aqui, já ajudava.

Além disso, a grande inspiração desta postagem veio do meu namorado, que disse que eu podia ser uma guia turística da cidade porque eu azucrino e encho o saco dele e sempre fico contando histórias de cada lugar por onde a gente passa. :)

C'est revenir a mon voyage...

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Serão as minhas primeiras férias da vida. A primeira grande viagem também.
Estou entusiasmada, ansiosa, pronta pra me acabar e descansar bem pouco
Acho que sinto como um objetivo conquistado na vida, é uma sensação
muito boa, só não vai ser melhor do que quando eu estiver lá.

domingo, 18 de julho de 2010

Descubra seu bairro

Megalomaníaca, São Paulo é tida como a cidade com a melhor gastronomia do País, a cultura mais movimentada, o metrô mais organizado, o município mais rico. Tem as melhores baladas, os maiores shows, os melhores hotéis, os melhores e maiores isso e aquilo. Tudo isso é muito legal (principalmente porque dá pra brincar de fazer invejinha a pessoas de outras cidades quando se está a turismo), mas não deixe de explorar seu bairro, descobrir os cantinhos que mais te agrada, as paisagens que mais se revelam, a arvore com a folha mais bonita, o boteco com o chop mais gelado, o restaurante com a feijoada mais gostosa. Não precisam ser do grande circuito, apenas ter o gostinho bairrista que te faz bem.



No meu caso, no Alto de Santana, encontrei uma pizzaria bem bacana. (Tá, eu confesso, desde que abriu, eu vivo nessa pizzaria porque sou uma gordinha feliz com Visa Vale.) Chama-se Baobá e, bem pequenininha, eles fazem uma pizza incrível: com massa fininha, do jeitinho que eu gosto. Sempre que posso, vou lá com minha família, namorado, amigas... Dá pra ir a pé de casa - a melhor parte.


                   A pizza é pra ilustrar, só. Não tirei foto.


O que eu gosto destes lugares bairristas é quando eles se propõem a ser justamente isso - bom, pequeno e bairrista. Não têm grandes pretensões em se tornar uma rede, em produzir em escala industrial - e tudo que é feito em massa acaba tendo uma tendência a perder um pouco da qualidade. Justamente pela modéstia, primam em realizar seu melhor serviço do começo ao fim. Recepção, atendimento, produto, conta. No caso do Baobá, o pizzaiolo é habilidoso, os garçons muito simpáticos e atenciosos, a moça do caixa sempre de bom humor. Eles tomam conta de tudo com muito cuidado - o ambiente muito agradável, o cardápio bonitinho, o papel que serve de jogo americano rústico, combinando com o visual da pizzaria como um todo. O cardápio razoável, que mantém a identidade e sai da linha apenas ao oferecer sopas e sobremesas que não têm muito a ver com pizza. Mas tudo bem, são deslizes perdoados como se fossem licenças poéticas. Nada de cara amarrada ou outros inconvenientes que têm se tornado comuns em lugares badalados de Sampa.

O Baobá é pequeno, mas está sempre muito movimentado. Indico muito a todos que moram aqui pela zona norte.

Da última vez que fui, até brinquei com um dos garçons. Ele escreve ao contrário! Percebi do nada, por essa mania minha de reparar nas pessoas. Começa a escrever da última letra e termina no começo da palavra. Quando tira a mão e revela o papel, a palavra está lá, completinha, bonitinha: 1/2 Quatro Formaggi e 1/2 Peito de Peru. !!!! Que loucura, batman... Estava com amigas, fizemos um escândalo tão absurdo que acho que ele ficou um pouco sem graça... hehehe. Ainda vou fazer um post só com ele. O nome dele é Walter. (fico devendo a foto do lugar e do garçom. prometo atualizar a postagem)

E em todo bairro deve ter um Walter esperando para ser descoberto, uma boa pizza esperando para ser devorada, um bom vinho para ser degustado... Sem aquele estresse de ter que pegar o carro e enfrentar o trânsito. Basta deixar a preguiça de lado e descobrir o seu charminho em seu bairro paulistano.


Baobá.  Rua Cons. Moreira de Barros, 1322.
Santa Terezinha/Alto de Santana.


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Ah, Baobá é o nome de uma árvore, nativa de Madagascar.
É também a planta que contamina com suas sementes o solo do asteroide
do Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry. Taí um livro que eu preciso ler.

Poxa, preciso de um celular com uma câmera decente. Vai melhorar muito minha frequência
e qualidade no blog. Na wishlist.

domingo, 4 de julho de 2010

Dia de boteco

O bairro da moda dos botecos e barzinhos em São Paulo é a Vila Madalena, que apesar de suas ótimas opções, dá nos nervos de alguns paulistanos: é só pensar no trânsito para chegar lá, no vuco-vuco para circular lá e no tempo perdido nas longas filas de espera, que muitos desistem de sair de casa. Pois a cidade tem agradáveis surpresas em bairros nem tão conhecidos até mesmo de quem mora aqui... É o caso do Largo da Matriz da Nossa Senhora do Ó, a pracinha escondidinha onde fica o boteco com cara de restaurante que serve a coxinha mais crocante e deliciosa deste mundinho de Deus: o Frangó.

No Largo Nossa Senhora do Ó: claro, toda pracinha tem uma igreja

Para chegar, fácil: suba uma travessa da Av. Edgar Faccó, na altura da Ponte do Piqueri, na Marginal Tietê. Não se deixe contaminar pela paisagem cinza de um bairro nada charmoso no caminho, pois nos arredores do largo, a paisagem se transforma. Em uma vizinhança agradável e com o mesmo jeito interiorano da Vila, a Freguesia se revela.

Na praça, vários botecos com mesas nas calçadas tentam o paulistano em um final de semana despretencioso. Mas não deixe de entrar neste casarão do século XIX, com suas paredes verdes convidativas. Para chegar ao salão principal, o cliente desce uma escada e parece estar entrando no porão do estabelecimento... É tudo muito aconchegante, com uma overdose de informação nas paredes: cartazes de cervejas de todos os lugares do mundo ambientam o bar. É um dos poucos botecos nos quais é recomendado não sentar-se à calçada, e sim, lá dentro.


E a família comemora com estilo os 50 anos do paizão

Não dispense a porção de coxinhas. Vale cada mordida, inclusive provoca o debate filosófico, propício para uma mesa de boteco: começar por onde, pela pontinha ou pela bundinha? Pela pontinha que nos pega pelo crocante irresistível? Ou a bundinha que traz a generosa porção de catupiry e o saboroso frango temperado, ao contrário daquela carne colorida de vermelho que os botecos convencionais colocam no recheio para nos enganar?


 Detalhes das paredes: cervejas do mundo todo

Na carta de bebidas, cervejas, cervejas, cervejas... Todas. Mesmo. Mas a caipirinha é feita ao ponto e também é imperdível. O Frangó foi eleito seis vezes pela Vejinha o melhor boteco de São Paulo e tem à disposição dos mais curiosos um livro charmoso com os pratos famosos e a história da casa.

Uma boa pedida para um sábado à tarde para quem não fica só nos petiscos e emenda o almoço - o que é muito comum - é o tradicional frango assado na brasa, acompanhado de polenta. Irresistível, no cardápio está recomendado para duas pessoas. Entretanto, depois das coxinhas, serviu bem à minha família no aniversário de meu pai: seis.

Bem frequentado, por famílias e grupos de amigos, o ambiente de bar se assemelha a um restaurante, que na medida consegue a informalidade de um boteco sem o barulho infernal destes ambiente. Mas guarda os caprichos e o serviço de um bar competente, para quem gosta de desvendar horizontes de São Paulo.

Frangó: Largo da Matriz Nossa Senhora do Ó, s/n. Tel: 3932 4818.
Abre todos os dias da semana, exceto às segundas-feiras.



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Eu adoro coxinha, eu adoro comer, adoro caipirinha...
E acho que dia de boteco é sábado à tarde. Acho um crime quem mata o sábado à noite assim.
A noite é para a baladas dos solteiros, ou o sofá com filme dos namorados.

domingo, 29 de março de 2009

Aceita um cafézinho?

Eu adoro café. Sou dependente da cafeína - aquele tipo de pessoa que, quando não toma a bebida, fica com dor de cabeça ao ponto de ter que recorrer a remédios. E pra mim não tem hora no dia pra tomar café: pela manhã é bom porque acorda, à tarde é perfeito para uma pausa e à noite... bem, não costuma tirar meu sono, então não tenho problemas com isso.

Gosto muito de apreciar o sabor e o aroma do café, nem precisa estar acompanhado de uma comidinha. Pensando nisso, resolvi postar aqui algumas cafeterias de rede em São Paulo que costumo frequentar. Rendem ótimos cafés, ótimas comidinhas e um momento agradável. Não tenha medo de pedir cafés incrementados, experimente inclusive as bebidas geladas. São novas maneiras de apreciar o tão brasileiro cafézinho.

Starbucks
A rede americada chegou há cerca de um ano no Brasil e já conquistou clientes fieis. Nos arredores de cada unidade, pessoas carregam os copos de papel que são característica da rede. Para mim, o ponto forte é o tratamento individualizado. Seu nome vem escrito no seu copo - e isso é um charme, juntamente com os sofás no seu ambiente à meia luz. O expresso deixa a desejar, as melhores opções do Starbucks mesclam leite e cremes. A rede tem várias opções de bebidas, inclusive chás, e algumas comidinhas requintadas como quiches, muffins doces e salgados, pães e croissants. Você pode adicionar mais leite, açúcar, café ou chocolate após a bebida ser entregue.
Sugestão: Café Mocha (mocha chocolate, espresso, leite vaporizado e chantilly)


Gabriela e Mariana

Meu café mocha com pão-de-queijo de quinta-feira, com a Mari.
Reparem os nomes nos copos!

Fran's Café
Meu preferido! Essa rede bauruense tem todo o charme de suas cafeterias ambientadas. O expresso é perfeito, marcado e com sabor intenso. Existem cafeterias em diversos lugares da cidade, mas eu aprecio a da Fnac da Paulista. Um livro ao lado de um bom café é uma ótima pedida de programa paulistano! Há 35 anos no mercado, tem um menu extenso de expressos e bebidas geladas. Também oferece pães, toasts e sanduíches que têm um quê de caseiro, e isso me encanta. Dispõe de diversas opções light.
Sugestão: café macadâmia (expresso, leite e syrup de macadâmia)

Mc Café
Parte da mundialmente famosa rede Mac Donalds, foi inaugurada nos EUA pelo costume que os norte-americanos têm de sair de casa para tomar café. Aqui no Brasil, chegou há cerca de três anos mantendo alguns elementos de seu cardápio gringo, como sanduíches com ovos e bacon. Ainda bem que criou algumas opções bem brasileiras, como o pão na chapa, porque senão eu acho que não iria vingar. Mas, sinceramente, dispense essas comidinhas nada saudáveis e escolha um café gelado - são os melhores, na minha opinião, além de virem em copos de vidro charmosos. As cafeterias oferecem um espaço diferente daquele da lanchonete, mais acolhedor e sóbrio. Oferecem jornais e revistas para leitura gratuita - ponto pra eles.
Sugestão: Frapuccinos (leite gelado, creme, expresso e chocolate)

sábado, 21 de março de 2009

Coisas da capital

Se tem uma coisa que eu mais gosto em São Paulo é pizza. Falem o que quiser, mas é aqui que você escolhe massa fina ou massa grossa, recheio farto ou no ponto. Há uma boa pizzaria à disposição a hora que for, o dia que for. E como a concorrência é forte, sempre haverá um esmero do pizzaiolo para preparar o melhor da casa.

Eu posso me estressar com o trânsito, passar mal com a poluição e xingar todos os pontos negativos daqui quando estou nos meus piores dias. Mas não abro mão da minha pizza margherita de massa fina da Santana Antiga todos os sábados. São quase oito horas, está chegando. Mando a alimentação saudável pro beleléu e desfruto.

E você? Alguma sugestão de pizzaria em São Paulo?

Logo mais o update com a foto.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Ça Va Café et Restaurant

Conforme já havia publicado aqui, acontece até domingo em São Paulo o SPRW. Fui conhecer o Ça Va, um elegante restaurante francês na Bela Vista.

Cedo, ao meio-dia, não havia fila. O clima é aconchegante, ao som de músicas francesas. Fui recepcionada com Edith Piaf, ao som de Padam Padam. Poderia ser melhor? Como o ambiente tem um tom mais conservador, não esperava músicas francesas contemporâneas, embora acho que percebi Camille em sua trilha sonora enquanto almoçava.

O único contra do passeio foi a escolha da mesa. Algumas mesas para duas pessoas estavam dispostas de um modo a terem, de um lado, um assento estofado na parede, e do outro, uma cadeira. Acabei sentando no sofá, que era muito baixo para a mesa e causou um certo desconforto... mas não me impediu de desfrutar os pratos saborosos.

O atendimento foi impecável. Mesmo com a casa lotada por causa do evento, nenhuma mesa demorava a ser antendida. Em quase todas as mesas eram notáveis os mesmos pedidos: o cardápio do SPRW, que tinha duas opções. Eu escolhi Dijon.

A entrada, uma salada verde com frango e abacaxi, estava boa. Sem muitos elogios ou críticas, atendeu às expectativas. O prato principal foi cubos de carne ao molho Bourguignon com arroz. Uma bela surpresa: a carne extremamente macia e o molho muito saboroso, sem ser forte. Conheço pouco a cozinha francesa, mas o que mais aprecio nela são justamente os sabores marcantes sem forçar demais no sabor.

E quando veio a sobremesa, delírio total. Enformado de sorvete de flocos com calda de frutas vermelhas. Grandes pedaços de chocolate, calda marcante e levemente adocicada. Realmente divina.

A comida é para se apreciar... e uma fila já se formava na entrada. Pena ter compromisso depois, porque ficaria no salão por algumas horas apenas conversando. Lugar aconchegante, boa comida e uma caminhada na Paulista a seguir. O Ça Va ganhou uma cliente - a casual, daquelas que frequentam o lugar em datas especiais. Très agréable mon vendredi.

sábado, 7 de março de 2009

Apetite

Escrevo do interior, mas já programando a minha semana. Está acontecendo em São Paulo o Restaurant Week, até o dia 15 de março. Com esse nome que lembra aquele famoso evento de moda, o SPRW é uma ação coletiva de diversos restaurantes que colocam um menu especial da casa a preços fixos: R$ 25 no almoço e R$ 39 no jantar.

Achou caro? Tsc tsc. Dê uma olhada no preço real dos restaurantes, fora do evento. Alguns têm pratos individuais que passam os $100! Então faça sua lista e aproveite para conhecer aquele restaurante francês que dava água na boca, mas do qual passava longe só por causa do preço, monsieur. Quem me conhece sabe o quanto eu estou animada para conhecer lugares novos.

Algumas dicas:
- Ligue para reservar mesas e evitar transtornos ao chegar na casa. Pergunte também sobre a participação no evento.

- Se você não quer gastar muito mesmo, dispense o couvert. Ele é cobrado à parte e pode encarecer a conta. Pense também no acesso, pois estacionamentos e valets encarecem o preço final.

- Para não cometer gafes e também para apreciar melhor a comida, olhe com atenção as bebidas disponíveis. Em alguns restaurantes italianos, por exemplo, um bom vinho pode sair mais em conta do que uma cerveja. Além disso, ninguém vai te achar esquisito por tomar cerveja e comer massa.

O legal é que 10% do valor da conta mais R1 irão beneficiar projetos do Ação Criança. Já me deu água na boca. Veja você a lista dos participantes aqui e me conte depois como foi. Assim como eu o farei no restaurante escolhido.

O evento também acontece no Rio, em Recife e Brasília.