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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Paisagem Diária Noturna

Rastro

Vista do prédio onde trabalho. Avenida Paulista x Alameda Campinas. O terreno que vocês veem na esquina é onde foi a mansão matarazzo, sobre a qual eu já postei.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dicas de Cinema Alternativo

Aproveite que você está em São Paulo e saia do circuito de salas de grandes redes nos shoppings paulistanos. Há salas que ainda mantém aquele clima de sétima arte, cheirinho de pipoca, quando as pessoas saíam exclusivamente para ver o filme.

Deixo aqui duas recomendações, ambas na região da Av. Paulista:

O HSBC Belas Artes, na rua da Consolação, mantém um clima retrô, com tons de vermelhos, fotografias em preto e branco e cartazes iluminados. E tem história: inaugurado em 1967, foi um dos cinemas mais tradicionais e só sobreviveu pelo patrocínio do banco. Às segundas e quartas, as sessões são bem baratinhas (de R$ 8 e R$ 4). Possui um café agradável no salão.

O Unibanco Arteplex fica na rua Augusta, nos Jardins, e é reduto de paulistanos moderninhos. Não apresenta apenas filmes do cinema alternativo - exibe algumas animações e documentários. Particularmentes, adoro o clima de jardim dentro complexo, antes de entrar nas salas. Acho um ambiente diferente e extremamente peculiar, parece que dá mais vontade ainda de ver os filmes. O dia mais barato é a quarta-feira, com ingressos de R$ 12 e R$ 6.

Aproveite os dois complexos para ver aquele filme brasileiro que não vai passar na Globo.


Atualização: Conforme informado pelo leitor Marcelo Paranhos, o Belas Artes não é mais patrocinado pelo HSBC. Uma pena, pois eu considerava que a associação da marca ao cinema agregava valor... Mas, enfim, o cinema ainda existe, está lá, e a programação você confere aqui.

Atualização 2: Dica do Agnelo, O Belas Artes tem site com o Pandora Filmes aqui.
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Claro que eu não ia recomendar filmes, e sim salas de cinema em si.
Acharam que eu ia ser previsível assim, galere?

domingo, 26 de julho de 2009

Um sábado paulistano

Hoje eu tive um sábado feliz.

Passear na Paulista dando uma de guia turística para amigas do interior que vieram trabalhar aqui, com garoa... foi o mais paulistano possível que meu sábado poderia ter sido.

E terminar com pizza e família para celebrar os hábitos da selva de pedra.

Apesar de tudo, Sampa me traz bons momentos.

terça-feira, 31 de março de 2009

Mansão Matarazzo: a história de um estacionamento

Quem passeia pela Avenida Paulista pode não imaginar a requintada história residencial onde hoje estão vários edifícios de negócios.

No início do século XX, a avenida era endereço das famílias mais ricas da cidade. Entre os seus casarões, estava a mansão dos Matarazzo, família do Conde Francisco Matarazzo - que um dia fora conhecido e respeitado como o homem mais rico do país. Era uma construção imponente, com 16 salas e 19 quartos, projetada por diversos arquitetos. A história desta construção é um tanto peculiar, pois a prefeitura se opôs à família. Enquanto a primeira queria o tombamento, os Matarazzo lutavam pela venda do terreno, hiper valorizado por sua localização.

A Mansão Matarazzo era gigantesca e formava um "vazio" entre os arranha-céus.
Foto: Prefeitura de São Paulo


Em 1990 foi tombada pelo governo de Luiza Erundina (PT), quando haviam planos de transformá-la em em um museu ou espaço cultural. Na contramão, pois o terreno tem o metro quadrado mais caro da cidade, houve até uma tentativa de implodir a mansão durante à noite. Entretanto, não foi bem sucedida. Com um grande debate na mídia sobre o futuro da Mansão Matarazzo, questionava-se o seu real valor arquitetônico, pois a Avenida Paulista já era tomada por edifícios de escritórios.


Mansao Matarazzo
A entrada da mansão, hoje

O triste fim da Mansão Matarazzo aconteceu em 1995 - foi demolida por causa de uma liminar judicial. No terreno, hoje há um estacionamento, e somente a fachada foi preservada. Embora exista um projeto de transformar o terreno em um shopping, divulgado pela Folha em 2007, continua sendo apenas um estacionamento. Quem passa por ali pode não saber - mas a esquina da Avenida Paulista com a Pamplona uma elegante mansão foi cenário de uma história de São Paulo.



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Depois de assistir à minissérie Maysa, fiquei curiosa a respeito da Mansão Matarazzo.
A cantora morou na mansão por alguns anos, após seu primeiro casamento.
Toda o trabalho de recriação da produção de Maysa estava impecável,
e eu queria saber onde é que raios ficava aquela mansão linda, gigante, em São Paulo.
Agora não consigo passear por lá sem lembrar-me desta história.

sábado, 28 de março de 2009

Entre, leia e fique à vontade

Incrível é visitar uma livraria. Não aquelas tradicionais, nas quais se escolhe o livro, leva ao caixa, põe na sacolinha e vai pra casa. Ou que o vendedor cola em você e dá palpites, impede que você folheie o livro - alguns deles ficam até com aquele plástico fechado. Falo das livrarias graciosas em São Paulo, as quais abrigam ambientes com poltronas, puffs e almofadas para que os clientes leiam lá mesmo. Em especial, duas delas são minhas preferidas - a Fnac, na Paulista; e a Livraria Cultura, no Conjunto Nacional.


Livraria Cultura

Uma das entradas. A livraria é separada por sessões, e só contemplar o espaço já é um belo passeio.


Eu sempre questionei o porquê de elas existirem. Qual o sentido de permitir ao leitor desfrutar ali mesmo da literatura, retirando a necessidade de comprar o livro?

Descobri hoje. Combinei de encontrar uns amigos e acabei chegando mais cedo do que o esperado - viva a rapidez e a eficiência do metrô de São Paulo. Resolvi passar na Livraria Cultura... espaço lindo, gigante e bem frequentado por gente de todos os tipos e idades. Dá pra ficar horas só observando as roupas que as pessoas usam, dos senhores engravatados aos adolescentes modernos com franja no rosto.

Fiquei curiosa observando Dan Stulbach conversando com alguns clientes (ele havia acabado de dar uma palestra lá e sim, é muito parecido com o Tom Hanks), depois a Marimoon conversando com umas pessoas. Depois de um tempo, vi o Jairo Bouer. Fugi do tumulto causado por pessoas famosas, estava começando a incomodar. Peguei um livro de poesia e sentei num puff rosa.

A vantagem de um espaço de leitura é conhecer autores. Eu não compraria o livro que eu peguei para ler - Memorial de la Isla Negra, de Pablo Neruda. Não pela qualidade da obra, mas porque não tenho o hábito de ler poesia, prefiro ler prosa. Entretanto, gostaria muito de ler poesias do Neruda, originais, em espanhol. E não consigo confiar nos textos que encontro na web atribuídos a escritores famosos... alguns textos circulam na web assinados por Drummond, Veríssimo, Neruda (e outros) cuja autoria é questionável. Foi uma boa introdução, deu pra ler umas páginas e se tivesse mais tempo com certeza leria o livro inteiro.

O espaço agradável também é referência para voltar quando se pensar em comprar alguma coisa. Referência pra encontrar amigos, ir a eventos. É agradável, em outras palavras. E é cultura, de graça, acessível. Um dia movimentado de coisas da capital.
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Ah, vale a pena a visita por causa da beleza da arquitetura do local.
Sempre há exposições - atualmente está em cartaz uma série de paineis
sobre a história da Fundação Padre Anchieta e TV Cultura.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Combo Cinema

Pelo convite de uma amiga prestes a viajar, resolvi fazer um passeio que nunca havia feito: assistir a dois filmes no cinema, um seguido do outro. Ela queria ver o maior número de filmes antes de ela viajar pro Acre, sua terra natal.

Em São Paulo isso é muito fácil. Eu sempre acreditei que os horários das sessões de filmes diferentes são planejados para isso. E achei a experiência intensiva muito interessante... uma overdose de cinema.

Se você quer ter essa overdose sem entrar em colapso por reações adversas, preste atenção nos sintomas da metrópole para não terminar em encrenca. Procure não escolher cinema em shoppings, que têm outro clima, são mais lotados e barulhentos. Nós escolhemos o Cine Unibanco, que tem um ambiente extremamente agradável e só de observar as pessoas no charmoso jardim e café já alivia a tensão do filme.

Pense no passeio como um todo... e não se esqueça que, para assistir a dois longas, você provavelmente não sairá da segunda sessão em menos de 4 horas de entrar na primeira. Pense em transporte público, em segurança. O metrô é uma ótima opção, a minutos da meia noite de uma quarta-feira.

Pense em comida. Particularmente, não gosto de pipoca no cinema, no máximo bebo alguma coisa dentro da sala durante o trailer. Quando estou na sala escura, eu esqueço completamente de tudo ao redor e entro no filme. Comer me traz de volta à poltrona. Se alimente antes da sessão ou separe 10 minutos entre um filme e outro.

Os filmes foram:
O primeiro filme, O Casamento de Rachel. Sempre gostei da maneira com que Anne Hathaway transforma a personagem mais bobinha em uma pessoa interessante. Dessa vez, neste papel que a indicou para o Oscar, sua atuação brilhante fica ofuscada pelo roteiro maluco. Sabe quando você assiste a um filme e fica esperando uma reviravolta? As coisas que acontecem não mudam o rumo da história? A discussão sobre o comportamento que demonstra explicitamente a disputa entre as filhas até se mostra interessante. Mas falta.

Foi Apenas um Sonho. Li no blog do Zeca Camargo a análise perfeita sobre o que acontece... Kate Winslet dá um show, e os tradutores escorregaram no título do filme, que conta todo o roteiro em três palavras. Uma pena, mas que não tira a angústia de quem assiste toda a história. É um retrato sobre o casamento que nos perturba e faz pensar em relações cotidianas... adorei esse sentimento que apagou um pouco o primeiro filme e me fez ainda estar digerindo o segundo até agora.