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domingo, 5 de dezembro de 2010

Shows Internacionais

Preparem-se, paulistanos que gostam de shows - quem gosta de show não é necessariamente o cara que gosta de música. O próximo ano promete ser agitado de apresentações internacionais na pauliceia! Destacando alguns:


Amy Winehouse
Quando? 15 de janeiro, sábado, às 20h
Quanto? Pista simples - R$ 200
Onde? Arena Anhembi, Zona Norte
www.livepass.com.br 


U2
Quando? 9 de abril, sábado
Quanto? Pista simples - R$ 200
Onde? Estádio do Morumbi
www.ticketsforfun.com.br

Beyoncé
Quando? 6 de fevereiro, domingo, às 20h
Quanto? A partir de R$ 70, na arquibancada
Onde? Estádio do Morumbi
www.livepass.com.br (a partir de 23/12)

Iron Maiden
Quando? 26 de Março, sábado, às 21h30
Quanto? A partir de R$ 100 (pista)
Onde? Estádio do Morumbi
www.livepass.com.br


Ozzy Osbourne

Quando? 2 de Abril
Quanto? A partir de R$ 200
Onde? Arena Anhembi, Santana
www.ticketsforfun.com.br


Shakira, Kate Perry e Ke$ha
Quando? Fevereiro ou Março
Quanto? Não divulgado
Onde? Não divulgado

Toda vez que anunciam grandes shows internacionais em SP eu fico me perguntando o que leva alguém se espremer no meio da multidão pra ver um pontinho lá no palco, montado precariamente num estádio de futebol - leia-se "sem a acústica que privilegia a música" - e passando por todos aqueles estresses de como ir, como voltar, como não passar por um arrastão, essas coisas... E fico pensando também que mesmo com a precariedade de infraestrutura da cidade, continamos recebendo shows assim.

Falta transporte público (alguém já viu o trânsito que fica nos arredores do Morumbi quando tem jogo? Multiplica por 40 em dias de show), falta uma bilheteria (claro que comodidade é comprar pela internet, mas alguém fica feliz de pagar "taxa de conveniência" e "taxa de entrega" que, somadas, chegam muitas vezes a mais de 30% do valor do ingresso?), falta uma arena pra shows...

Mesmo assim ranheta, comprei meu ingresso para meu primeiro show deste porte. E o segundo show já está na fila... Quero ver mesmo se este tipo de evento é bom e vale a pena o investimento de lutar contra tudo que Sampa fica devendo para ver estes nomes da música gringa... Estou ansiosa. E vou dividir aqui, prometo.


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Agora me reorganizei. Peço desculpas pela falta de atualização do blog, mas agora
organizei meu tempo e minha vida para voltar a postar... E estou preparando posts mais elaborados. Este foi apenas um desabafo de reestreia!!! rs

terça-feira, 6 de julho de 2010

No Centro, olhe para cima

Para quem está acostumado com a rotina de trabalho, o dia a dia corrido e apressado, olhar para cima parece uma loucura. Afinal, em São Paulo, é tão comum encontrarmos pessoas olhando para baixo... Para que ao olhar a frente seu olhar pode cruzar os olhos de quem vem ao seu encontro, o que é quase um afronte. Cada um em seu umbigo? Cada um com seu pedaço de chão? Mal sabem eles que todos têm um pedaço de céu - bem maior, mesmo que sufocado por tantos edifícios que cortam o horizonte.

E por que não observar estas lâminas? Venho fazer-lhes uma proposta: olhem para o céu. Principalmente no centro de São Paulo, com seus edifícios imponentes, que quiseram mostrar poder econômico de uma outra maneira, diferentemente da qual estamos acostumados.

Banco de São Paulo, Vale do Anhangabaú

Quando eu olho para cima, praticamente escuto bondes e murmurinhos do passado. Fico imaginando quando estes prédios se ergueram, a sensação e a pequenez que as pessoas sentiram lá em baixo - afinal, esta altura era realmente grandiosa. Janelas, mármores e granitos arquitetados para impressionar.

Depois desta proposta, agora, um convite. Suba ao céu. Se é de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, não deixe de subir ao céu pela trajetória ao seu alcance - o Edifício Altino Arantes, ou a Torre do Banespa (banco que nem existe mais, mas seu nome será eterno nesta construção). Inaugurado em 1947, já foi uma das construções mais altas da cidade. Hoje, lá em cima, neste horário, dá para olhar para baixo e brincar de encontrar pontos históricos. Dá para ver a triste e cinzenta camada de poluição. Dá para ver até o olhar perder a vista. E que vista.

E só de lá de cima, olhando para baixo, dá para ver paisagens lá de cima que, de baixo, olhando para cima, não conseguimos enxergar. Confusão tamanha ao encontrar um jardim suspenso, no topo de um prédio em pleno centro de São Paulo, com um gramado e uma árvore. Sem caminhos, sem cadeiras, sem pessoas. Um jardim deserto em meio a uma floresta de concreto para o qual não consegui nenhuma explicação.

Embaixo das raízes trabalham pessoas, sentadas em suas baias e mesas de tons mortos, que decoram paredes com natureza morta?

E neste contexto maluco elas vivem, talvez sem nunca terem olhado para cima, talvez sem nunca terem ido lá em cima, talvez sem terem reparado no céu... (Se alguém descobrir que prédio é este e o que faz este jardim aí, agradeço.)

A Torre do Banespa é um passeio daqueles que, mesmo sem companhhia, vale a pena.

O ruim é que, depois de uma longa espera, só é possível passar dez minutos no terraço, que fica no 34º andar, em pequenos grupos de cerca de quinze pessoas. Muitos podem até achar bobagem, devem inclusive trabalhar em edifícios comerciais mais altos que este, devem ver uma paisagem talvez até mais longínqua... Mas não são no Centro, no coração da cidade, no topo da história, de onde se vê tantas referências paulistanas abaixo de seus pés.

E não deixe de tirar uma foto lá de cima. É o básico.


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Ainda fico inconformada como tem gente que mora aqui e não conhece o Centro!
Não que eu consiga me localizar naquelas ruas - que pra mim são todas iguais. Mas parece
que o lugar tem até um cheiro diferente para mim, de tão familiar que é.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Coisas que São Paulo poderia aprender com interior do Estado (1)

Há uns dias, fui ao cinema de um shopping da Zona Norte de SP. Coisa de final de semana de paulistano, claro... e claro que havia um amontoado de gente que teve a mesma ideia que eu.

Acho um pequeno absurdo você ter que chegar mais que uma hora antes da sessão para conseguir um bom lugar na fila. Além disso, pagar R$ 20,00 para ver um filme produzido lá nos gringos e exibido no mundo todo a produção massiva industrial.

(Abro um parêntese para deixar bem claro que não quero discutir quanto é alto o preço de um cinema, um teatro ou o que seja cultura para quem é de baixa renda.)

Enfim, a escolha de sair de casa num domingo à tarde para ir ao shopping para ver um filme comercial foi minha, mas eu estava acostumada a uma linda invenção que funciona em Bauru: assentos marcados.

Simples. Quem chega primeiro, paga primeiro, escolhe primeiro onde vai sentar. Se não tem lugar que você gosta, você escolhe outra sessão. Na hora de entrar, não há filas quilométricas, que aumentam conforme as mães vão dando os lugares guardados quando enquanto seus três filhos, junto com o pai e a família do priminho, voltam da fila da pipocas.

Ingresso com lugar marcado no cinema é tão simples e tão inteligente... Sem aglomeração, sem stress. Sem vovôs reclamando de dor nas costas, sem casais de namorados dependurados um no outro e sem patricinhas reclamando de dor em cima do salto.


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O filme? Ah, foi ruim.
Foi bom apenas assistir abraçadinha com o namoradão.