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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vida de zumbis

A desocupação da Cracolândia, como é conhecida a região central de São Paulo conhecida por abrigar centenas de usuários de crack, é uma ação conjunta do governo do Estado e da Polícia Militar. Ontem, a Rota, grupo tático especial do órgão policial, entrou na ação.

A ação é parte do projeto Nova Luz, que revitaliza uma importante área cultural paulistana tomada pela marginalidade, dependência química e crime organizado. Nela, encontram-se pontos turísticos como a Estação da Luz, a Estação Júlio Prestes e a Sala São Paulo – principal palco de concertos, óperas e apresentações de música erudita da cidade. Tudo que não combina com marginalidade, dependência química e crime organizado.

As imagens do lugar, para quem não conhece, são chocantes. Caminhar por ali é semelhante ao cenário de seriados da moda, como The Walking Dead. Dependentes químicos da droga vagam a esmo vestindo trapos, com olhar vidrado. Muitos deles lavam vidros de carros no farol como maneira de abocanhar alguma grana para comprar pedras.


Imagem 1, da Folha de São Paulo, retrata uma ação policial na segunda-feira (9), na rua Aurora x rua Guaianases. Imagem 2, do Estadão, retrata o local em um dia qualquer (2011)

A ação, dividida em três fases, promete o policiamento, assistência social e manutenção da área. Tem sido, entretanto, frustrada. Não é possível simplificar algo tão complexo e profundo na nossa sociedade – o vício – em três passos, como um manual para o sucesso. Um, dois, três e pronto, o problema está resolvido.

Não há estrutura para assistência social suficiente para atender a tanta gente envolvida com o vício do crack. O que muitas pessoas não entendem, especialmente aquelas que expressam opiniões inflamadas [tem que descer o cacete todos estes vagabundos mesmo!], é a complexidade química que o vício desta droga causa no sistema nervoso do indivíduo ao ponto de ele largar tudo para viver uma vida de zumbi. Vagando nas esquinas, a condições precárias, tudo para ter o prazer momentâneo que o crack proporciona. Se a pessoa se submete a estas condições, não vai sair disso de maneira tão simples, em três passos, como propõe a ação da Cracolândia.

Cracolândia, em letras maiúsculas, porque ela expressa o problema da sociedade e é um retrato da disparidade de São Paulo. O espaço convive com o problema social ao lado da “alta sociedade” que frequenta os pontos da região. O real problema é que o problema social é de saúde, e é tão grande que tomou o espaço. Não deveria ser este o sinal de alerta que prova que São Paulo está com um caso tão grave, que não será eliminado de uma hora para outra? Esta alta sociedade que também sofre de outra coisa grave – a cegueira social para a disparidade que está a sua frente, ali, escancarada.

Moradores de Higienópolis, bairro vizinho à Cracolândia, se queixaram de viciados que “subiram” e tomaram as ruas nobres e arborizadas, expulsos de seu habitat natural. Temem a violência. Estavam acostumados com a cegueira social da vizinhança perfeita, uma ilha de riqueza no centro da cidade.

É hora de abrir os olhos.

Mais assustador que a vida de zumbi é ler os comentários de "pessoas comuns" que pregam a eliminação total dos crackeiros.

Para ler mais:
Reportagens da Folha de São Paulo aqui.
E do Estadão aqui, aqui, aqui.

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E vamos combinar - droga não é problema de pobre.
Classe alta usa cocaína, mais refinada e de "mais qualidade", se é que podemos assim dizer,
que o crack - pedras de resíduos provenientes do refino da cocaína.
Mais barato  e, claro, para os pobres a pior "qualidade" das drogas

sábado, 16 de abril de 2011

Quando São Paulo vira um grande palco

Já é o sétimo ano de Virada Cultural em São Paulo - e todos sabem que, por 24h, a cidade recebe diversos (muitos MESMO) espetáculos artísticos culturais gratuitos em palcos temáticos espalhados pelo centro expandido.



O evento já trouxe Maria Rita, Céu, Marcelo Camelo, Zeca Baleiro, Novos Baianos grupo de dança O Corpo e outros inúmeros nomes de peso do cenário cultural histórico e contemporâneo da cidade. Este ano, a programação está menos recheada destes nomes - destaco Rita Lee, Erasmos Carlos e Tiê, artistas de repertório bem distintos, mas que têm uma certa visibilidade maior na cena cultural e que podem atrair mais o público.

A grande desvantagem, no meu ponto de vista, dessa falta de apelos mais conhecidos, é atrair menor público potencial pra quem está no começo. Porque assim - o cara que vai ver a Rita Lee acaba chegando um pouco antes e por tabela acompanhando a apresentação anterior. E fica um pouco depois, também. E assim pode se apaixonar pelo trabalho de alguém que ele então não conhecia.

A aposta inédita deste ano é um palco de stand up comedy - será que vai funcionar num espaço aberto? Na onda da moda deste tipo de apresentação, nomes muito conhecidos, como o CQC Danilo Gentili e o humorista Fábio Porchat. Será no Viaduto do Chá, no Anhangabaú, e eu aposto que vai ser um dos mais lotados do evento.

Que a Virada é uma opção pros jovens paulistanos, sem dúvida é. Mas não me lembro de ver, nesse tipo de evento, pessoas mais velhas - o que é uma pena. Estive em Madrid durante a "virada cultural" deles - que lá se chama La Noche en Blanco. A programação é tão intensa quanto, tão diversa quanto a paulistana. E famílias inteiras passeavam de madrugada nas ruas e becos do centro, no meio das avenidas interditadas para carros, em busca de alguma coisa legal. Em um dos palcos, quando passamos, estava um grupo de bolero e vários casais de meia-idade dançavam, embalados pelas lembranças da juventude. Lindo, lindo (mas resolvemos seguir em frente e participar de um Twister gigante, Hahahaha!!!).

Já em Bruxelas, La Nuit Blanc pra mim foi um fiasco. Não conseguimos encontrar uma apresentação sequer, andei muito e os lugares eram esparsos. Fazia frio... acho que o sucesso desse tipo de evento vem muito da herança cultural de cada povo, de cada cultura e de cada época em que ela está inserida - e nisso se inclui, claro, a minha percepção da virada belga. Pode ser que eu, a polonesa e a francesa que estavam comigo não entendemos muito bem o espírito da coisa e não encontramos nossa maneira de diversão.

Voltando ao Brasil, neste final de semana o transporte público sofreu alterações. Metrô e CPTM funcionam por toda a madrugada e linhas de ônibus foram alteradas. Ainda dá tempo - estude sua logística e aproveite algum programa que te agrada, ou conheça o trabalho que você ainda não conhecia.

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Bom, limpando a barra por não conseguir postar
as três resenhas do SP Restaurant Week - formatei meu note e fiquei
sem office e a suite Adobe. A Thais que me salvou, agora to passando
vergonha na cara e filtro solar antes de sair de casa.

terça-feira, 6 de julho de 2010

No Centro, olhe para cima

Para quem está acostumado com a rotina de trabalho, o dia a dia corrido e apressado, olhar para cima parece uma loucura. Afinal, em São Paulo, é tão comum encontrarmos pessoas olhando para baixo... Para que ao olhar a frente seu olhar pode cruzar os olhos de quem vem ao seu encontro, o que é quase um afronte. Cada um em seu umbigo? Cada um com seu pedaço de chão? Mal sabem eles que todos têm um pedaço de céu - bem maior, mesmo que sufocado por tantos edifícios que cortam o horizonte.

E por que não observar estas lâminas? Venho fazer-lhes uma proposta: olhem para o céu. Principalmente no centro de São Paulo, com seus edifícios imponentes, que quiseram mostrar poder econômico de uma outra maneira, diferentemente da qual estamos acostumados.

Banco de São Paulo, Vale do Anhangabaú

Quando eu olho para cima, praticamente escuto bondes e murmurinhos do passado. Fico imaginando quando estes prédios se ergueram, a sensação e a pequenez que as pessoas sentiram lá em baixo - afinal, esta altura era realmente grandiosa. Janelas, mármores e granitos arquitetados para impressionar.

Depois desta proposta, agora, um convite. Suba ao céu. Se é de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, não deixe de subir ao céu pela trajetória ao seu alcance - o Edifício Altino Arantes, ou a Torre do Banespa (banco que nem existe mais, mas seu nome será eterno nesta construção). Inaugurado em 1947, já foi uma das construções mais altas da cidade. Hoje, lá em cima, neste horário, dá para olhar para baixo e brincar de encontrar pontos históricos. Dá para ver a triste e cinzenta camada de poluição. Dá para ver até o olhar perder a vista. E que vista.

E só de lá de cima, olhando para baixo, dá para ver paisagens lá de cima que, de baixo, olhando para cima, não conseguimos enxergar. Confusão tamanha ao encontrar um jardim suspenso, no topo de um prédio em pleno centro de São Paulo, com um gramado e uma árvore. Sem caminhos, sem cadeiras, sem pessoas. Um jardim deserto em meio a uma floresta de concreto para o qual não consegui nenhuma explicação.

Embaixo das raízes trabalham pessoas, sentadas em suas baias e mesas de tons mortos, que decoram paredes com natureza morta?

E neste contexto maluco elas vivem, talvez sem nunca terem olhado para cima, talvez sem nunca terem ido lá em cima, talvez sem terem reparado no céu... (Se alguém descobrir que prédio é este e o que faz este jardim aí, agradeço.)

A Torre do Banespa é um passeio daqueles que, mesmo sem companhhia, vale a pena.

O ruim é que, depois de uma longa espera, só é possível passar dez minutos no terraço, que fica no 34º andar, em pequenos grupos de cerca de quinze pessoas. Muitos podem até achar bobagem, devem inclusive trabalhar em edifícios comerciais mais altos que este, devem ver uma paisagem talvez até mais longínqua... Mas não são no Centro, no coração da cidade, no topo da história, de onde se vê tantas referências paulistanas abaixo de seus pés.

E não deixe de tirar uma foto lá de cima. É o básico.


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Ainda fico inconformada como tem gente que mora aqui e não conhece o Centro!
Não que eu consiga me localizar naquelas ruas - que pra mim são todas iguais. Mas parece
que o lugar tem até um cheiro diferente para mim, de tão familiar que é.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Sacrossanto


Missário
Missário em latim, na capela, datado de 1887.

 O mosteiro de São Bento, fundado em 14 de julho de 1598, abre as portas para uma exposição de arte contemporânea. As obras de três artistas nas salas históricas, no centro de São Paulo, são belas. Entretanto, o que chama atenção não são as obras em si - e aqui não quero desmerecer o trabalho de Carlos Eduardo Uchôa, José Spaniol e Marco Giannotti em "Arte e Espiritualidade". Acontece que a tensão maior do ambiente religioso é tão fascinante que os quadros, fotografias e instalações ficam em segundo plano quando se transita nos corredores limpíssimos, com o pé direito alto e portas grandes de madeira.

A vida dos monges 



Sacrossanto
Vitral na capela. Não sei o que representa.

Viver recluso desperta minha curiosidade. Mais que as figuras que andam com túnicas cor marrom, daquele jeito característico do monastério. O que me fascina é o mistério deste isolamento, da clausura, cujos portões de ferro impressionam pela imponência e, ao mesmo tempo, traz duas vezes a palavra PAX. É a vontade de se abster do mundo em prol de uma vida santa. Não sei muito da vida dos monges - apenas sei que eles abdicam da vida do mundo para viver em comunidade. Ora et labora; et legere. Rezam, trabalham (para não precisar sair do mosteiro) e leem muito, principalmente as sagradas escrituras.

No caso dos beneditinos, rezam sete vezes ao dia. Mas e os detalhes? E o claustro - como é, por que eles ficam lá, quanto tempo? Como é a rotina? Como isso beneficia a sociedade? São tantas perguntas que os monitores não sabiam responder.

Arte, Espiritualidade e Memória



capela

As salas têm o cheiro do meu colégio do ensino fundamental, o Colégio São José, que hoje não existe mais, e renderá uma postagem aqui - me cobrem, please. Voltando: saber que ali vivem pessoas é um fascínio, e as obras em meio à arquitetura única e aos signos católicos aos quais eu sempre fui acostumada plantam uma tensão que fui capaz de sentir fisicamente, em minha pele. Engraçado que cresci assim - em meio à religião e à arte, dois pilares fundamentais em minha educação. E nunca senti nenhum tipo de tensão.

Aos visitantes, é claro que o privilégio é andar em alas antes não abertas ao público. A capela, onde fica a obra que a mim foi a mais impressionante, estava fechada ao público há cerca de cem anos. Minha interpretação é que unir arte e questionamento em um ambiente sacrossanto é uma experiência inesquecível, que está às mãos de qualquer paulistano. A exposição é gratuita e vai até o dia 21 de fevereiro. O mosteiro fica no Largo São Bento, ao lado do Metrô (linha azul). Hoje, lá funcionam uma escola de ensino fundamental e médio e uma universidade, que oferece os cursos de filosofia e teologia.


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O contraste entre a paz e o silêncio lá dentro com a muvuca e a gritaria no viaduto Santa Ifigênia
é impressionante e inacreditável. Em frente ao Mosteiro, entrevistei o Rodela, comediante
que trabalhava com o Ratinho no SBT e hoje vende DVDs de suas apresentações.
Foi um sábado de muitas histórias pra contar...

domingo, 26 de julho de 2009

Cemitério da Consolação

"Tem muita arte aqui. Victor Brecheret, esculturas lindas. Minha mãe está aqui, logo logo eu estarei também".

Pereira Filho

Entrei no Cemitério da Consolação guiada por esta senhora de 90 anos, orgulhosa de ter um jazigo perpétuo no primeiro cemitério público de São Paulo, inaugurado em agosto de 1858.

Realmente, caminhar por suas ruas é, além de um agrado aos olhos, um passeio pela história da cidade. As ruas, apesar de numeradas, abrigam as casas daqueles que dão nome às ruas da cidade, de nossas casas. Ricardo Jafet, Eduardo Prado, Paes de Barros, Matarazzo...

Mais dor

Ela nos guiou contando histórias de amores passionais que ali terminaram, de doenças, de episódios que causaram tanta dor. Nomes fortes, arte sacra forte - que ora expressa serenidade passiva frente a morte inevitável, ora dor pulsante e insuportável da saudade.

A suíça que não falou seu nome continuou nos guiando por entre túmulos que são verdadeiros mausoléus. Cada um com sua peculiaridade, poucos com fotos, muitos com homenagens. Cada história, cada escultura, cada nome e data livres à interpretação de quem por ali passa, invisível, no silêncio de um terreno localizado em uma das ruas mais barulhentas da cidade.

Distante da carícia materna
pendeste qual pálido jacinto
e agora não dizes mais aos mortais
as noturnas harmonias de Chopin.
Mas aquela música invisível
ainda conserva e vive o amor
que à vida te deu
e à vida hoje te chama
(A Luiza Crema Marzoratti, 1896-1922, de sua mãe)

Duas horas e foi pouco. Um abraço à vendedora de flores anônima que me revelou tantos caminhos que vivem entre os mortos.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Pombos

Depois do ziriguidum, nada melhor que retomar o blog, não?

Essa semana entrevistei um biólogo para o programa que realizo no Fiz Tv, o Pedro Demeley, da SAVE Brasil. É uma ONG muito interessante, que cuida não só das aves, bem como dos ecossistemas a elas relacionados.

A pauta era sobre equilíbrio ambiental, e eis que o papo vai para os animais repugnantes, que causam ojeriza a muitas pessoas mas não podem ser eliminados pois têm um papel importante no meio ambiente. Sapos, por exemplo, controlam a população de insetos; cobras controlam populações de roedores...

Mas e os pombos? Pombos cinzas dominam o ambiente das cidades e transmitem doenças. Qual o papel deles em uma cidade como São Paulo? Qual a razão deles existirem? Por que não podemos eliminá-los?

Pedro explicou que os pombos comuns, encontrados nas cidades, são animais exóticos. Dentro do conceito da biologia, exóticos são animais que não fazem parte da fauna local: foram introduzidos pelo homem. Os pombos de São Paulo foram trazidos pelos europeus, e são totalmente adaptados em um ambiente desequilibrado e urbano. Se fossem introduzidos na Mata Atlântica, vegetação original de São Paulo, provavelmente não sobreviveriam.

Ou seja, eles não fazem parte de um bioma. Estão nas cidades, alimentam-se em ambientes com lixo orgânico e, por isso, transmitem doenças. De um ponto de vista totalmente antropocêntrico, poderiam ser eliminados sem causar danos. Assim como os ratos e baratas, por exemplo, que estão por aqui no mesmo contexto.

Achei isso muito interessante. Claro que eu não sou a favor do extermínio dos pombos, mas eu sempre pensei que cada animal era importante e tinha um motivo biológico para ele viver no ambiente em que estava... nunca imaginei que os pombos são indicadores de um desequilíbrio. Dei uma pesquisada e vi que existem espécies de pombos brasileiras, como a Rolinha. Essas sim, sao originárias do Brasil e estão inseridas em um contexto biólogico.

Quando eu era criança, meus pais me levavam pra passear no centro de São Paulo, em especial no Pátio do Colégio. Alguns vendedores ambulantes vendiam comida (acho que era milho) para alimentar os pombos. Ao jogar o grão, qual criança não se encantava com a revoada das aves? Acho que por isso que os pombos são, para mim, um grande símbolo de São Paulo. E da minha infância. E me despertaram tanta curiosidade nessa entrevista.


Março de 1992, meu irmão, eu e minha mãe alimentando os pombos no Pátio do Colégio. Não faça isso.

Aliás, não alimente os pombos. E, falando em infância... você lembra disso? Eu adorava.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Típico de turista

Hoje entrei na Catedral Metropolitana da Sé (ou seja, na Catedral da Sé). Acho não entrava lá há uns 13 anos, pois me lembro bem que, da última vez, eu ainda andava de mãos dadas com meu pai.

Chovia, por isso todas as pessoas que normalmente ficariam sentadas na escadaria central estavam de pé, na porta da igreja. E talvez pelo mesmo motivo havia muita gente lá dentro.




portas da sé

As pessoas, ao se abrigarem da chuva dentro da Catedral, Dão as costas à sua beleza neogótica.


O lugar é muito bonito e eu fico triste por saber que muita gente que passa em frente à Catedral todos os dias dá pouquíssima importância para a história da construção. Mal olha a sua arquitetura gótica, mal sabe ou procura saber da sua história. A obra foi projetada pelo arquiteto alemão Maximilian Emil Hehl,. O interessante é que ela começou a ser construída em 1589 e só foi terminada em torno de 1616.

Turismo difícil
Embora com pressa, entrei, tirei umas fotos, sentei um pouquinho. Fiquei sabendo depois que há uma visita guiada todos os dias e custa apenas 4 reais. Acontece que, lá na Catedral, não há um aviso sequer divulgando a atração, um guia uniformizado, não há nada orientando os turistas e informando sobre a história desse monumento importante. Não vi uma placa, um folheto, nada impresso sobre a Catedral da Sé, conhecida internacionalmente pela sua beleza.

Como é de praxe, muitos estrangeiros visitavam o local e infelizmente fico pensando que certamente eles se decepcionaram.Não tenho grande vivência internacional, mas acho que em outros países não é bem assim...



velas e santo



Um recorte bonito que diz muito da fé bonita de quem vai à Catedral para rezar.
(Eu adoro fotografar...)


Falando nisso...
O programa para o qual sou repórter,
Fiz+Sotaques, está no ar esta semana
com uma
edição especial internacional, que fala justamente sobre a visão que os estrangeiros têm do nosso país.
Vale à pena assistir
aqui.