Páginas

Mostrando postagens com marcador calor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador calor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Diversão (?) Gratuita - Manu Chao em Sampa!

Em homenagem aos cinco anos do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, na Vila Nova Cachoeirinha, o programa perfeito: um evento internacional de música de protesto, a cara da "periferia".  Manu Chao, rapper francês mas multifacetado nos idiomas em que canta, após dois shows pagos [e caros] no Brasil, parte da turnê "La Ventura", finalmente um daqueles acontecimentos culturais acessíveis ao melhor estilo de uma grande metrópole como São Paulo.

Domingo ensolarado, perfeito. Ou quase.



Muito válida a ideia de realizar este evento fora do circuito elitista, dos já conhecidos Parque do Ibirapuera, Avenida Paulista, etc... O CCJ fica em uma região da zona norte da capital que sofre com
a falta de infraestrutura de diversos aspectos, como por exemplo, de transporte - sem linhas de metrô ou trem da CPTM próximas, o único meio coletivo que atende o bairro são os ônibus. Tantas vezes lotados, dentro dos quais as pessoas pagam R$ 3 para ficarem ali espremidas. Fora o CCJ, não há nenhum centro social nos arredores.

Acontece que um evento desse porte acabou por potencializar estas deficiências da região. Em uma rua estreita, em frente ao CCJ, a multidão se espremia sob um sol vespertino digno de provocar desidratações e insolações. Para refrescar a sede simples, apenas ambulantes e moradores que fizeram das casas revendedores de bebida. Cerveja e água a preços desumanos (não era para ser acessível? Poha, quatro por R$ 10, que loucura, batman!) só eram alcançados depois de muito empurra-empurra. Eu nem ouvi o Manu Chao cantar... Havia apenas uma ilha de som no meio do pessoal.



Depois de umas três músicas, já tinha gente em cima de carros estacionados, escalando casas aparentemente fechadas, famílias tirando dali suas crianças desesperadas querendo uma sombrinha.

De que adianta prover à comunidade, finalmente, acesso à cultura se não se dá o básico? Nem o pão e circo funciona se não se dá talheres para comer ou um lugar na arquibancada para assistir. Antes fosse em um local "elitista", comum a eventos desse porte - Ibirapuera, Villa Lobos, Paulista, o que seja. O único sofrimento, talvez, seria a espera do transporte público pra voltar pra casa no final de um domingo.



________________________________
Minhas companhias compensaram... Meu domingo
terminou na mesa do bar, claro. ;)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Praia de paulistano é shopping

Em um passeio vespertino no Shopping Santana Parque, pude visualizar melhor o porquê do paulistano gostar tanto de shoppings. E abracei a causa, pelo menos por hoje.

Com 36°C lá fora, o ar condicionado refresca e não deixa ninguém de cabeça quente. Durante a semana, à tarde, o local é vazio e dá pra caminhar, tomar um sorvete, pegar um cinema ou passar horas na livraria saraiva, e até aproveitar descontos de liquidações de verão. Eu, que sempre incentivei programas ao ar livre e fugir dessas ilhas de consumismo no meio da cidade, não encarei nem a piscina do meu prédio muito menos uma caminhada no Parque do Ibirapuera. Foi uma tarde agradável nos corredores cheios de vitrines e vazios de janelas.

Mas o que me chamou a atenção foi algo bem peculiar: a pista de patinação no gelo, nesta época de tanto calor. Nunca imaginei ver uma réplica de um lago congelado enquanto todos nós derretemos nessa temperatura tão alta.

terça-feira, 3 de março de 2009

Superaquecimento paulistano

Sim, vocês já cansaram de ouvir as pessoas reclamando da onda de calor aqui em São Paulo nesta semana. Desde domingo, está impossível ficar ao ar livre sem sentir o incômodo do suor escorrendo na testa, roupas grudando no corpo... tem sido difícil até para dormir.

O calor, que aqui na zona norte chegou a 34°C ontem, permanece até o final da semana por causa de uma massa de ar quente que se movimenta em sentido anti-horário. Segundo os metereologistas, essa massa impede que o ar quente se dissipe, também impedindo a formação de nuvens.

Calor no jornal
Enquanto isso, os paulistanos sofrem. Estou sentindo o mesmo mal-estar que senti quando fui a Buenos Aires em janeiro do ano passado. Fez um calor que chegou a 38°C, e eu corria para lugares com ar condicionado.

Uma coisa que achei muito interessante é que, nos jornais de lá, a previsão do tempo não trazia somente as mínimas e as máximas. O mapa convencional porteño apresentava duas previsões adicionais, referente à sensação términa mínima e máxima prevista para o dia em questão. Não fazia sentido para mim, porque 33°C de temperatura e 38°C de sensação térmica significava calor insuportável do mesmo jeito. Foi então que meu professor me explicou que aquilo era extremamente útil para dias em que a temperatura fica em 20°C, mas o vento faz a sensação térmica chegar a 17°C.

Não sei porque os jornais não adotam algo parecido em terras tunipiniquins.

Dias insuportáveis, noites agradáveis
Mas se tem algo que eu gosto nisso são as noites quentes. Acho uma delícia sair de casa à noite, tomar um sorvete, uma cerveja ou um açaí, usando roupas confortáveis e um chinelo de dedo. É uma ótima desculpa pra desfrutar agradáveis companhias nessa cidade onde todos parecem tão distantes.