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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Domingo, dia de verão

Se você não é de Sampa, ao pensar em um parque famoso na cidade, muito provavelmente você vai pensar no Parque do Ibirapuera, na região Sul. Entretanto, não é a única opção de área verde, livre e que traz um pouco de paz no meio da cidade.

O Parque Villa-Lobos foi inaugurado em 1994 e leva em seu nome um dos maiores compositores do país, Heitor Villa-Lobos, participante da Semana Modernista de 1922. Localizado em uma área nobre na zona Oeste, um dos grandes atrativos do parque é o aluguel de patins e bicicletas – muito apropriado para aproveitar o espaço plano e sem irregularidades da pavimentação. Assim, facilmente um final de semana ensolarado torna-se convite para sair da toca e se divertir em seus 732 m² de área verde que, inacreditavelmente, já foi um depósito de lixo.

Os preços não são aquela pechincha – por R$ 10, você fica uma hora com os patins não profissionais, e por R$ 6, com a bicicleta também amadora. Mesmo assim, vale a pena – exercitar-se em meio às árvores (que não são muitas, ok, é uma falha) e à galera praticando atividades físicas é um esforço a mais. Todos os itens podem ser encontrados na entrada principal do parque.

Acho um charme andar de patins. Só tem um detalhe uma consideração importante... Eu não sei andar de patins!!! Foi minha segunda vez, a primeira havia sido aqui, neste mesmo parque, em 2009. É engraçado ver a evolução do momento em que você coloca as rodinhas nos pés e vai como um patinho até a entrada, sofre para pular a primeira grade de escoamento da água. Aí passa aquela criança de 8 anos na maior velocidade e você decide encarar – tá bom, se ela consigo, eu também POSSO! E acaba dando certo.


Para que não é muito fã das rodas e do movimento, dá para se mexer sem tantos riscos de tombos – é possível também alugar bolas de futebol e basquete, pois o parque oferece quadras de cada uma das modalidades. Não tem desculpa – e não é a toa que grande parte dos frequentadores ostenta um belo bronzeado, um corpo saudável e o prazer de praticar alguma atividade física. [claro que tive problemas para desviar das pessoas, afinal, o parque estava lotado e eu não tenho muita habilidade em cima de dois sapatos com rodinhas enfileiradas...]

Há uma quantidade razoável de bebedouros, todos limpos e funcionando, espalhados pelo ambiente. [Tudo bem que os 500 ml de água de coco por R$ 4,50 são muito mais saborosos que a água na hora de ir embora].  Também é possível encontrar aqueles totens que liberam gotículas de água que levam embora a chapinha e o calor escaldante do verão, sabe? Faz bem. Assim como faz bem usar filtro solar #pedrobialfeelings pra evitar marcas de camisetas e relógios de pulso. Acredite – ninguém da turma que me acompanhou se livrou das marcas na pele que o domingo deixou...


Atravessar a cidade para aproveitar um dia de sol e fugir dos shopping centers, a “praia” dos paulistanos, é um programa dominical que deveria acontecer mais. Me comprometi a dar repetecos. Logo mais o verão acaba! E aí sim o cineminha, o filminho e a pipoquinha vão ficar mais gostosos no sofá preguiça do domingo de manhã.

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Legal que o que nos motivou a ir ao parque foi levar um colega inglês,
que estava em Sampa conhecendo a cidade. Ele gostou muito, mas acho que
grande parte da diversão foi assistir, Guilherme, Bruna e eu se equilibrando
nos patins... Mas mandamos bem nos últimos 15 minutos com o equipamento. Juro.
E uma das minhas intenções pro blog em 2011 é falar mais de passeios
saudáveis, menos de comidinhas. Será possível? 
Era para eu ter postado isso ontem, mas fiquei sem internet #speedyfail

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Diversão (?) Gratuita - Manu Chao em Sampa!

Em homenagem aos cinco anos do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, na Vila Nova Cachoeirinha, o programa perfeito: um evento internacional de música de protesto, a cara da "periferia".  Manu Chao, rapper francês mas multifacetado nos idiomas em que canta, após dois shows pagos [e caros] no Brasil, parte da turnê "La Ventura", finalmente um daqueles acontecimentos culturais acessíveis ao melhor estilo de uma grande metrópole como São Paulo.

Domingo ensolarado, perfeito. Ou quase.



Muito válida a ideia de realizar este evento fora do circuito elitista, dos já conhecidos Parque do Ibirapuera, Avenida Paulista, etc... O CCJ fica em uma região da zona norte da capital que sofre com
a falta de infraestrutura de diversos aspectos, como por exemplo, de transporte - sem linhas de metrô ou trem da CPTM próximas, o único meio coletivo que atende o bairro são os ônibus. Tantas vezes lotados, dentro dos quais as pessoas pagam R$ 3 para ficarem ali espremidas. Fora o CCJ, não há nenhum centro social nos arredores.

Acontece que um evento desse porte acabou por potencializar estas deficiências da região. Em uma rua estreita, em frente ao CCJ, a multidão se espremia sob um sol vespertino digno de provocar desidratações e insolações. Para refrescar a sede simples, apenas ambulantes e moradores que fizeram das casas revendedores de bebida. Cerveja e água a preços desumanos (não era para ser acessível? Poha, quatro por R$ 10, que loucura, batman!) só eram alcançados depois de muito empurra-empurra. Eu nem ouvi o Manu Chao cantar... Havia apenas uma ilha de som no meio do pessoal.



Depois de umas três músicas, já tinha gente em cima de carros estacionados, escalando casas aparentemente fechadas, famílias tirando dali suas crianças desesperadas querendo uma sombrinha.

De que adianta prover à comunidade, finalmente, acesso à cultura se não se dá o básico? Nem o pão e circo funciona se não se dá talheres para comer ou um lugar na arquibancada para assistir. Antes fosse em um local "elitista", comum a eventos desse porte - Ibirapuera, Villa Lobos, Paulista, o que seja. O único sofrimento, talvez, seria a espera do transporte público pra voltar pra casa no final de um domingo.



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Minhas companhias compensaram... Meu domingo
terminou na mesa do bar, claro. ;)